domingo, 27 de março de 2011

Gleisi Hoffman (PT/PR) quer mudanças para eleições ao Senado Federal


A senadora petista Gleisi Hoffman está colhendo assinaturas para apresentar proposta de emenda a constituição limitando a reeleição de Senador a dois mandatos. A senadora afirma que as reeleições privilegiam quem está no cargo, pela possibilidade do uso da máquina em benefício próprio: "Quem vai para uma reeleição no Senado usa a TV Senado, usa a Rádio Senado, usa a assessoria, usa o gabinete, usa estrutura e cotas que tem de passagem, correio e demais recursos de mandato".
Gleisi Hoffman afirma ter ouvido diversas opiniões de senadores favoráveis à reeleição. Segundo a senadora, os favoráveis defendem que a instituição da reeleição ainda é jovem na democracia e merece uma análise. Baseada em opiniões diversas, a Senadora adota um discurso brando: "Vamos dar um prazo para realmente descobrir se ele (o instituto da reeleição) é perverso ou não", mas reforça a importância de um autocontrole da legislação no senado: "Vamos legislar para nós mesmos. Caso contrário não temos autenticidade. Dizemos aos outros o que fazer e não regulamos o que estamos fazendo".

Atualmente cada mandato de senador dura oito anos. A PEC da Senadora Gleisi Hoffman (PT/PR) limita os mandatos de senadores ao máximo de 16 anos. Gleisi Hoffman disse também que uma atitude correta, caso o senador esteja disposto a reeleição, seria sair do cargo seis meses antes das eleições para se candidatar sem privilégios. (Gustavo Serrate - Portal do PT)

sábado, 26 de março de 2011

Nota sobre a intervenção militar estrangeira na Líbia

O Partido dos Trabalhadores manifesta seu repúdio e condenação aos ataques militares estrangeiros que estão sendo perpretados contra o território líbio, considerando-os uma verdadeira afronta aos princípios da soberania nacional e da autodeterminação dos povos.


Tais ataques, supostamente respaldados pela resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU -- que não contou com o apoio do Brasil --, só poderão resultar em mais perdas de vidas e mais destruição naquele Estado.


A garantia dos Direitos Humanos é fundamental, mas não pode servir de pretexto para o uso da força militar e para ações intervencionistas, que tendem a tornar ainda mais penosas as condições de vida das populações locais.


O PT soma-se assim aos que exigem a interrupção imediata da intervenção armada na Líbia, e reitera seu apoio às iniciativas que visam construir uma saída política pacífica e negociada para o conflito ali instalado.

O PT expressa ainda sua solidariedade ao povo líbio, convicto de que somente a ele deve caber o direito de decidir autonomamente sobre o futuro político daquele país.



Rui Falcão
Presidente Nacional (em exercício) do PT



Iole Ilíada
Secretária de Relações Internacionais do PT

CÃMARA DOS DEPUTADOS PARTICIPA DO MOVIMENTO HORA DO PLANETA

No sábado (26), das 20h30 às 21h30, a Câmara dos Deputados vai apagar todas as luzes da Casa em adesão ao movimento promovido pela organização não-governamental WWF.

A edição 2011 do evento Hora do Planeta acontece no dia 26 de março, sábado, das 20h30 às 21h30, e contará com a participação da Câmara dos Deputados. A Hora do Planeta é um ato simbólico promovido no mundo todo pela organização não-governamental WWF. Governos, empresas e população demonstram preocupação com o aquecimento global apagando as luzes durante 60 minutos.

A Câmara aderiu formalmente ao evento ao assinar Termo de Adesão firmado entre a vice-presidente da Casa, Rose de Freitas, e pela secretária-geral do WWF Brasil, Denise Hamú.

Esta é a terceira vez que a Câmara participa do movimento. Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4.616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Participe você também.

Fonte: Câmara dos Deputados

DEPUTADO RECEBE O PREMIO PLANETA ÁGUA DE CONSCIENCIA ECOLÓGICA 2011


Nesta sexta-feira, 25, às 20 horas, o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) recebe o troféu do Prêmio Planeta Água de Consciência Ecológica, no salão de eventos Stillus Hall, em Anápolis. A promoção é da revista Planeta Água que está em seu oitavo ano de circulação. Está é uma reedição dos últimos três eventos realizados, com o objetivo de premiar, reconhecer e valorizar o trabalho de pessoas e instituições que praticam ações em favor do meio ambiente. Ao todo serão 80 personalidades homenageadas, devidamente escolhidas após pesquisa e acompanhamento de seus trabalhos pela diretoria da revista; além de mais seis empresas que realizam ações concretas de preservação do meio ambiente em Anápolis. Para Rubens Otoni esse evento é muito importante pois ressalta a atenção que devemos ter com o meio ambiente e com sua preservação, contribuindo com a qualidade de vida para todos. “Fico gratificado e orgulhoso em poder fazer parte de um momento tão significativo para nossa cidade, que está cada vez mais preocupada com a preservação do meio ambiente. Parabenizo os organizadores por esta iniciativa”, afirmou.

(Assessoria de Imprensa – Blenda Maraisa)

NOTÍCIAS DE UM NOVO RECORDE


Taxa de desemprego de 6,4% é a menor para meses de fevereiro
A taxa de desemprego de 6,4% de fevereiro deste ano, divulgada ontem, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor para o mês desde fevereiro de 2003 (a série histórica começou em março de 2002). Desde 2005, as taxas de fevereiro vêm diminuindo no país.
Em 2010, a taxa de desemprego foi 7,4%. Em comparação com igual mês de 2010, o rendimento médio real dos trabalhadores teve um aumento de 3,7% em fevereiro deste ano, passando de R$ 1.485,94 para R$ 1.540,30.
A população ocupada aumentou 2,4% na mesma comparação, enquanto a desocupada teve queda de 12,4%. Já os trabalhadores com carteira assinada no setor privado aumentaram 6,9% no período.




Fonte: Agência Brasil

ESPECIAL ATENÇÃO ÁS CRIANÇAS E ADOLESCENTES "Newton Lima"


No Brasil, comemoramos o Dia da Criança em 12 de outubro; por essa razão, pouca gente dá importância ao Dia Mundial da Infância, que ocorre no dia 21 de março. A data foi estabelecida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef – sigla em Inglês).
A infância é a fase da vida do ser humano na qual ele está mais aberto ao conhecimento e, ao mesmo tempo, mais vulnerável a distorções do crescimento. É preciso, portanto, ter um cuidado especial com a primeira infância – de zero a seis anos. Precisamos colocar à disposição dessas crianças tudo o que for necessário para dar a elas base de sustentação, fornecendo-lhes condições para se tornarem jovens e adultos com intelecto plenamente desenvolvido.
Dados do recente relatório da Unicef sobre a Situação Mundial da Infância, divulgado no final de fevereiro, mostram avanços obtidos com relação à proteção à primeira infância. Nos últimos 20 anos reduziu-se 33% a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) entre crianças com menos de cinco anos de idade. Praticamente eliminou-se a diferença de gênero nas matrículas primárias. No Brasil, 26 mil vidas de crianças com menos de cinco anos foram poupadas nas duas últimas décadas.
No estado de São Paulo, a TMI, que era de 13,4 em 2005, passou a 12,5. Ou seja, ao invés de morrerem 13 crianças a cada mil nascidas, passaram a morrer 12. Isso segundo o último levantamento realizado pela Fundação Seade, em 2009. Em São Carlos, cidade da qual fui prefeito por duas vezes, a taxa é bem inferior à média estadual. Apesar de ainda ser alta (8,4) é uma das menores do estado entre as cidades de médio e grande porte.
O relatório da Unicef também aponta que é importante dar atenção aos adolescentes, para não corrermos o risco de jogar por água abaixo os avanços que obtivemos nos números referentes à primeira infância. Há cerca de 1,2 bilhão de adolescentes no mundo; mais de 70 milhões deles estão fora do ensino fundamental. No Brasil, são 21 milhões os adolescentes, o que representa 11% da população do país. A violência os atinge diretamente: a adolescência é a faixa etária mais vulnerável a ela; nos últimos 20 anos, 81 mil adolescentes brasileiros foram assassinados.
Desde o governo Lula o país vem desenvolvendo amplas políticas públicas de inclusão social. Mas ainda precisamos avançar no sentido de possibilitar que as crianças cheguem à vida adulta com melhores condições que as oferecidas aos jovens de hoje. Para isso, além de mantermos as políticas desenvolvidas para a primeira infância e para juventude, temos que investir em ações voltadas especificamente para a adolescência.
Para começar, deveríamos definir o perfil do ensino médio. Atualmente, ele tanto pode ser uma ponte para a universidade quanto um caminho para a formação profissional. Essa incerteza prejudica os professores, que não sabem exatamente qual deve ser o enfoque de suas aulas, e, principalmente, os adolescentes, que passam a não ver sentido em uma escola cheia de incertezas. Muitos chegam a abandonar a escola.
A partir do momento em que as pesquisas apontam que não basta mais ter concluído o ensino médio para se conquistar um bom posto de trabalho, indicando a necessidade de formação técnica, poderíamos concluir que é preciso fazer com que os adolescentes, principalmente os mais carentes, tenham acesso ao ensino técnico durante o ensino médio. Com isso, eles estariam mais preparados para entrar no mercado de trabalho. Mas, é bom lembrar que há duas décadas dizíamos que, para ter acesso ao mercado de trabalho, os adolescentes teriam que cursar o ensino médio. Hoje, o mercado está saturado de jovens com o ensino médio e mesmo com cursos universitários, concluídos ou em conclusão; no entanto, sobram vagas para pessoas com baixa escolarização ou com mais de 15 anos de estudo.
Portanto, é preciso cuidado ao se afirmar que o ensino médio deve adotar uma postura de formação para o mercado de trabalho. Assim como aconteceu com o ensino médio, em 10 ou 15 anos teremos mais técnicos do que vagas de trabalho para absorver esse tipo de mão de obra.
O correto, portanto, é garantir educação de qualidade desde a infância para conseguirmos melhorar a base de formação. Esse investimento já significará uma melhora no nível educacional nas outras fases de formação, mas não podemos correr o risco de perder o investimento feito no ensino infantil. Temos que dar condições para que os adolescentes e os jovens continuem sua caminhada de crescimento cognitivo e profissional e, desta forma, contribuam não apenas com desenvolvimento pessoal, mas do país.

A FORÇA DAS MULHERES CONTRA A FOME ''José Graziano Silva''


Não constitui exclusividade brasileira a triste evidência de que a exclusão tem rosto e gênero e pode ser personificada na figura de uma mulher pobre, de baixa escolaridade, trabalhadora rural. O que nem sempre é lembrado é que a redenção desse símbolo da desigualdade pode significar, também, a redenção de um pedaço expressivo da fome, tornando a superação das discriminações de gênero no acesso à terra, ao crédito e a insumos uma das prioridades da luta pela segurança alimentar em nosso tempo.
O alcance dessa agenda não pode ser subestimado.
Nos países pobres e em desenvolvimento, 43% da força de trabalho agrícola é formada por mulheres. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) acaba de demonstrar na edição 2010-2011 de sua publicação "O Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação" que as restrições de gênero provocam uma produtividade de 20% a 30% menor nas lavouras sob controle feminino, em comparação com áreas equivalentes sob comando masculino.
A igualdade de acesso à terra, insumos e crédito poderia elevar a oferta de alimentos em até 4%, tirando de uma condição de subnutrição de 100 milhões a 150 milhões de pessoas num universo de quase um bilhão de famintos. Fechar o abismo de gênero traria desdobramentos ainda mais expressivos em economias asiáticas e africanas, onde se entrecruzam as manchas de fome mais densas do planeta e, não por acaso, as demografias femininas mais significativas da agricultura.
Enquanto na América Latina e Caribe a participação feminina na mão de obra agrícola é da ordem de 20%, na Costa do Marfim já atinge 36%; bate em 60% no Lesoto, Moçambique e Serra Leoa, sendo superlativa em praticamente toda a África subsaariana. Em muitos casos, tal hegemonia espelha o saldo de conflitos e doenças, como o HIV, ademais do êxodo maciço da força de trabalho masculina.
Razões migratórias distintas, decorrentes sobretudo da aceleração do ciclo industrial, têm peso significativo na China, onde a mulher representa 48% da mão de obra rural com viés ascendente. No Vietnã, quase 50% da produção de arroz, uma das mais importantes do mundo, tem por trás mãos femininas.

Independente da latitude, as produtoras rurais têm menor acesso à terra, a sementes, fertilizantes, ferramentas, tecnologia, extensão e crédito. O desequilíbrio se reproduz no controle das criações que representam 40% da renda no campo. Em todo o mundo, aproximadamente 400 milhões de mulheres agregam o cuidado dos rebanhos aos afazeres domésticos, que incluem a responsabilidade pelos filhos e a alimentação, bem como a de assegurar o suprimento de lenha para o fogo e água limpa para consumo.
A discriminação de gênero gera paradoxos desconcertantes. À medida que a demanda por proteína animal cresce no planeta e os pequenos rebanhos dão lugar a criações intensivas as titulares tradicionais são preteridas. Se tivessem acesso a linhas de crédito específicas para expandir seu próprio criatório - bovino, suíno ou a piscicultura - esse deslocamento seria significativamente menor.
A transição alimentar, ao mesmo tempo, abre uma janela de oportunidade à construção um novo estatuto de gênero no campo. Um leque cada vez mais variado de verduras e frutas frescas, mas também de carnes especiais, peixes, temperos e vegetais semipreparados atende à sofisticação do consumo urbano atualmente, indo ao encontro das aptidões femininas para reafirmar a urgência da democratização de direitos e oportunidades.
Entre as barreiras a serem superadas, uma das mais importantes é a extensão rural. Estudos anteriores da FAO (1988/89) em 97 países demonstraram então que apenas 5% da assistência técnica era dirigida às mulheres, que por sua vez representavam apenas 15% dos extensionistas.
Embora desvalorizadas, elas desempenham papel cada vez mais relevante nas decisões comerciais, sendo o personagem oculto por trás das análises de contratos e compromissos de compra e venda assinados pelos seus companheiros. No Brasil, desde a criação do Fome Zero em 2003 os programas de transferência de renda associaram o seu sucesso a essa aptidão administrativa, dando o cartão de benefícios à mulher da família.
Hoje, 93% dos repasses do Bolsa Família tem a mulher como titular. Idêntica percepção incentivou a criação do Pronaf-Mulher na área do crédito agrícola e canalizou às agricultoras volumes crescentes (24% atualmente) dos recursos destinados à aquisição de safra da produção familiar. A titulação conjunta da terra, obrigatória na política agrária brasileira, é outra conquista exemplar, a contrapelo da discriminação. Precede a essas decisões uma providência ao mesmo tempo simples e crucial: promover a documentação da agricultora, inclusive seu credenciamento comercial, para que possa, de fato, assumir as rédeas do seu negócio.
Num mundo de especulação financeira e eventos climáticos extremos, muitas vezes impermeáveis à ação local, superar a desigualdade de gênero nas políticas agrícolas não pode ser visto como um fardo. A força da mulher na luta contra a fome constitui um trunfo adormecido cujo despertar não pode mais ser adiado