sexta-feira, 1 de abril de 2011

RUBENS OTONI AVALIA GOVERNO DILMA

Governo Dilma será melhor, diz Otoni
Pa­ra  o de­pu­ta­do fe­de­ral Ru­bens Oto­ni (PT), o go­ver­no atu­al po­de­rá ser me­lhor do que o do ex-pre­si­den­te Lu­la, por­que Dil­ma re­ce­beu um Pa­ís nu­ma si­tu­a­ção me­lhor do que o pe­tis­ta em 2003. “Ela tem pul­so fir­me e po­der de de­ci­são”, dis­se, se re­fe­rin­do ao cor­te de R$ 50 bi­lhões no or­ça­men­to de­vi­do ao ce­ná­rio eco­nô­mi­co in­ter­na­ci­o­nal ins­tá­vel.

O de­pu­ta­do fe­de­ral Ru­bens Oto­ni (PT) tam­bém du­vi­da que Lu­la dis­pu­te as elei­ções pa­ra pre­si­den­te em 2014, sob o ar­gu­men­to de que o go­ver­no da pre­si­den­te Dil­ma já se mos­tra com­pe­ten­te e de su­ces­so, por is­so, a ten­dên­cia é que ela se­ja can­di­da­ta à re­e­lei­cão.

Em de­cla­ra­ção à im­pren­sa so­bre seu fu­tu­ro po­lí­ti­co, o ex-pre­si­den­te dis­se que a par­tir da se­gun­da quin­ze­na do pró­xi­mo mês irá re­for­çar a agen­da no Bra­sil. “Que­ro aju­dar a for­ta­le­cer o PT e o mo­vi­men­to so­ci­al, que­ro man­ter con­ta­to com o mo­vi­men­to sin­di­cal. Vou vol­tar à por­ta de fá­bri­ca em São Ber­nar­do do Cam­po, por­que eu ape­nas dei­xei de ser pre­si­den­te, mas ja­mais se­rei um ex-mi­li­tan­te po­lí­ti­co, um ex-mi­li­tan­te sin­di­cal, um ex-mi­li­tan­te so­ci­al. Es­tá na mi­nha vi­da fa­zer is­so e eu vou con­ti­nu­ar fa­zen­do por­que é uma coi­sa que gos­to e que pre­ci­so”, de­cla­rou.

Pa­ra o pre­si­den­te es­ta­du­al do PT, Val­di Ca­mar­cio, Lu­la tem que con­ti­nu­ar a fa­zer po­lí­ti­ca, “não que­re­mos que ele vis­ta o pi­ja­ma”, e ar­gu­men­tou ain­da que es­sa mo­vi­men­ta­ção não irá ofus­car a pre­si­den­te Dil­ma Rous­seff (PT), ape­sar da po­pu­la­ri­da­de do ex-pre­si­den­te, por­que ele é de­fen­sor do go­ver­no da pe­tis­ta.

Val­di ga­ran­te que Lu­la não é can­di­da­to em 2014 e que sua mo­vi­men­ta­ção tem o ob­je­ti­vo de for­ta­le­cer o par­ti­do e seus ali­a­dos. “Pa­ra nós se­rá uma ale­gria vê-lo ar­ti­cu­lan­do no Pa­ís to­do”, co­me­mo­rou, e com­ple­tou di­zen­do: “Que­re­mos que nos­sa pre­si­den­te Dil­ma se­ja re­e­lei­ta, mas não es­ta­mos pen­san­do nis­so ain­da”.

O pre­si­den­te me­tro­po­li­ta­no da si­gla e lí­der da ban­ca­da do PT na As­sem­bleia, Lu­is Ce­sar Bu­e­no, lem­brou que Lu­la é o pre­si­den­te Na­ci­o­nal do par­ti­do e pre­si­den­te da Or­ga­ni­za­ção não Go­ver­na­men­tal (ONG) Ins­ti­tu­to de Ci­da­da­nia, cri­a­da por ele, por is­so, tem co­mo ob­je­ti­vo prin­ci­pal con­tri­bu­ir com pro­je­tos e de­ba­tes so­bre a re­du­ção da po­bre­za e a dis­tri­bui­ção de ren­da.

Se­gun­do Lu­is Ce­sar, co­mo ex-pre­si­den­te e uma pes­soa que con­du­ziu o or­ça­men­to du­ran­te oi­to anos, é im­por­tan­te que ele re­tor­ne pa­ra as co­mu­ni­da­des com o ob­je­ti­vo de ve­ri­fi­car se as po­lí­ti­cas es­tão sen­do apli­ca­das, o que não sig­ni­fi­ca que Lu­la re­a­li­za­rá um go­ver­no pa­ra­le­lo. Dis­se ain­da que, co­mo pre­si­den­te de hon­ra do PT, ele tem a mis­são de vi­si­tar os Es­ta­dos e com­par­ti­lhar as ex­pe­ri­ên­cias de po­der com os di­ri­gen­tes e mi­li­tan­tes do par­ti­do.
Lula é o político mais bem-sucedido de seu tempo, diz britânico
Em ensaio publicado na revista London Review of Books, o historiador marxista britânico Perry Anderson afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o "político mais bem-sucedido de seu tempo". Segundo o ensaísta, Lula é o "único líder mundial" cuja popularidade se reflete "não na moderação, mas na radicalização no governo".

"Esse sucesso se deve muito a um excepcional conjunto de talentos pessoais, um misto de sensibilidade social e frieza política, ou - como sua sucessora, Dilma Rousseff, identifica - racionalismo e inteligência emotiva, sem falar em seu bom-humor e charme pessoal", afirma Anderson.

De acordo com Anderson, a chegada de Lula ao poder está atrelada ao fortalecimento do movimento sindicalista no país e à criação do PT.

"A ascensão de Lula de trabalhador de chão de fábrica a líder de seu país nunca foi um triunfo individual: o que tornou isso possível foi a principal revolta sindical do último terço do século passado, criando o primeiro - e único, até o momento - partido político moderno do Brasil, que se tornou veículo de seu crescimento. A combinação de uma personalidade carismática e uma organização de massa nacional foram instrumentos formidáveis", diz o historiador.




Fonte: Jornal do Brasil

Dilma é aprovada por 73% da população, diz Ibope

Para 56%, governo é ótimo ou bom; pesquisa é a primeira da gestão Dilma.
Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff é aprovada por 73% da população, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (1º). Dos entrevistados, 12% disseram desaprovar a presidente e 14% não souberam ou não responderam.
A avaliação é a primeira feita sobre a gestão Dilma, após 80 dias de governo. De acordo com o levantamento, 56% consideram o governo ótimo ou bom, 27% regular e 5% ruim ou péssimo. Outros 11% não souberam ou não responderam.
Entre os dias 20 e 23 de dezembro, o Ibope ouviu 2.002 pessoas de 141 municípios de todas as regiões do país. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que a aprovação da presidente pode variar de 71% a 75%.
Na comparação com o governo Lula, o governo de Dilma é igual ao do antecessor para 64% dos entrevistados. Para 12%, Dilma faz um governo melhor do que o do ex-presidente, enquanto que para 13%, O governo Lula era melhor do que o atual (11% não souberam ou não responderam).

A pesquisa encomendada pela CNI avalia trimestralmente a popularidade e o desempenho administração federal junto à opinião pública. O estudo revela a imagem do governo, do presidente da República, e traz também a percepção da população sobre temas importantes como desemprego e medidas com impacto direto na economia.

O BRASIL QUE LULA NOS DEIXOU

Richard Back Image

Um “post” no site de José Dirceu chamou fortemente minha atenção. O título diz “Brasil pode, deve e vai ajudar Portugal”. Nele, o ex-Ministro descreve rapidamente a fala da Presidenta Dilma Rousseff sobre o assunto. Escrevo para que esta notícia importantíssima não passe despercebida diante do volume de informação gerado pelo falecimento de nosso querido José Alencar, que descanse em paz.

Este “post” e, a fala de nossa Presidenta, mais do que apresentar a robustez de nossa economia e reservas, apresentam na verdade uma mudança de mentalidade de nosso país, e evidenciam que o “complexo de vira-latas” é algo do passado, assim como o Tucanês econômico. O Brasil olha para frente, e avança a passos largos.

Agora percebam, este mesmo país, que em 2002 teve de recorrer ao FMI (vale lembrar: sob o governo do PSDB), hoje é credor internacional, e sob o governo do PT pagou suas dívidas e foi além, ao perdoar dívidas de países africanos. E agora nos dispomos a ajudar um europeu. O que houve com este país? Por que tanta diferença?

O que houve foi a era Lula, o que está havendo é o governo Dilma, e o que há é o PT no poder. Nos últimos anos o Brasil recuperou a confiança em si mesmo. O governo liderou investimentos, e também liderou algo vital para qualquer povo do planeta: A retomada da autoestima do Brasileiro. Se hoje podemos ajudar a um país europeu é porque potencializamos, nos últimos oito anos um mercado interno vibrante, uma economia e reservas internas pujantes e uma relação política e comercial com a comunidade internacional diversificada, baseada no respeito mútuo e na solidariedade. Aqueles que diziam em tom de sarcasmo que o Presidente Lula passeava, hoje tem (forçosamente, é claro) de reconhecer o produto positivo das visitas oficiais do Presidente.

Este é o Brasil que Lula nos deixou. Este é o Brasil no qual os Brasileiros votaram nas últimas eleições. Escolhemos o Brasil de Lula, não o de FHC, não o de 502 anos de servilismo, privataria e estagnação. O PT tem projeto para o Brasil, e tem projeto para o lugar do Brasil no mundo.

Brasil ajudando economicamente Portugal. Em 1500, Cabral rolaria de rir se ouvisse isso.


Richard Back é Assessor da Presidência da Câmara dos Deputados e ex-Coordenador Nacional da Juventude Construindo um Novo Brasil-Partidos dos Trabalhadores

ESPECIAL: 1964- GOLPE NUNCA MAIS " Fundação Perceu Abramo"


No dia 01 de abril de 1964, o Brasil amanheceu submetido ao golpe militar que, por duas décadas, lançou o país num longo período de exceção. Um regime de privação de direitos, perseguições, tortura, mortes e desaparecimentos, ações que ainda não são conhecidas em sua totalidade pela sociedade brasileira.  Uma ditadura que, ainda hoje, apresenta desafios - entre os quais a instalação de uma Comissão da verdade.
Ainda que doloroso, relembrar é necessário para que, com lições da história, novos golpes não sejam orquestrados. Para avivar a memória destes anos de chumbo, a FPA preparou um especial com sua produção sobre o assunto.

PÁGINA ESPECIAL
1964-2004 - Golpe Nunca Mais!

Em 2004, aos 40 anos do golpe militar, a FPA produziu a página "1964-2004: Golpe Nunca Mais!". Com introdução de Jacob Gorender, o especial tem fotos, bibliografia, filmografia, documentos e textos.
A página traz ainda depoimentos de Apolo Heringer Lisboa, Apolonio de Carvalho, Armando Lopes, Clara Charf, Elizabeth Teixeira, Fernando Brant, Florestan Fernandes, Fúlvio Abramo, Gilney Amorin Viana, Goffredo Telles Júnior, Herbert de Souza, Betinho, Hélio Bicudo, Isaac Akcelrud, Jacob Gorender, Jarbas Juarez, José Gomes da Silva, João Batista Mares Guia, Lauro Morhy, Lincoln Ramos Viana, Madre Cristina, Maria Augusta Capistrano, Paulo Freire, Vladimir Palmeira, Waldir Pires.
 
LIVROS
Nos anos recentes, a Editora Fundação Perseu Abramo publicou livros diversos sobre o período da ditadura militar, seja na forma de coletâneas de artigos, seleções de poemas, e registros históricos. Conheça algumas dessas publicações:


BIBLIOTECA DIGITAL: Versões e Ficções - O Seqüestro da História, vários autores
Reunião de textos sobre a resistência à ditadura militar no Brasil dos anos 60 e 70. É a versão de quem viveu e acopanhou um momento dramático da história brasileira, em que o governo militar cerceou liberdades civis e perseguiu violentamente seus opositores. Baixe o livro gratuitamente na Biblioteca Digital do Portal FPA
Edição impressa esgotada



Pela Democracia, Contra o Arbítrio: A oposição democrática, do golpe de 1964 à campanha das Diretas Já, de Zilah Abramo e Flamarion Maués (orgs.)





Versos Adversos: Antologia, de Pedro Casaldáliga






Dos Filhos Deste Solo: Mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar: a responsabilidade do Estado, de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio, co-editação Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA) e Boitempo Editorial





Poemas do povo da noite, de Pedro Tierra, co-edição Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA) e Publisher Brasil






Fome de Liberdade: A luta dos presos políticos pela Anistia, de Gilney Viana e Perly Cipriano, co-edição Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA) e Edufes 





Rebeldes e contestadores: 1968: Brasil, França e Alemanha, de Marco Aurélio Garcia e Maria Alice vieira (orgs.)





Massacre na Lapa - Como o Exército liquidou o Comitê Central do PCdoB – São Paulo, de Pedro Estevam da Rocha Pomar
 


A Luta Armada contra a Ditadura Militar -  A esquerda brasileira e a influência da revolução cubana, de Jean Rodrigues Sales






A imagem e o gesto - fotobiografia de Carlos Marighella, de  Vladimir Sacchetta, Marcia Camargos e Gilberto Maringoni





Do Teatro Militante à Música Engajada - A experiência do CPC da UNE (1958-1964), de Miliandre Garcia de Souza






Revista PERSEU nº 3 História Memória e Política
O vol. 3 da revista traz  o dossiê “Anistia e Diretas – Ditadura e Democracia”.




01/04/2011

Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação tem que beneficiar sociedade, diz petista


Em abril será lançada a , que vai contar com ato público para reunir militantes e movimentos sociais da área no dia 19. Escolhido pela bancada petista na Câmara, para ficar à frente da articulação dos trabalhos da Frente, o deputado Emiliano José (PT/BA) acredita que essa não é uma luta nova para a sociedade brasileira.
Segundo o deputado é preciso que essa seja uma iniciativa que traga mais resultados para população do que propriamente para os parlamentares que atuam pela causa. “Nós somos ardorosos e intransigentes defensores da liberdade de expressão, muitas pessoas dessa iniciativa enfrentaram a ditadura e que sabem o que é uma situação de arbítrio e violência como foi aquele período. Lutamos contra a ditadura e continuamos com a causa. Além disso, somos favoráveis a que a sociedade tenha direito a comunicação que lhes represente e seja séria, livre e independente” afirmou o petista.
O deputado explicou, ainda, que é necessário acelerar o marco regulatório da comunicação no Brasil, pois as grandes empresas do País são monopolizadas por pequenos grupos que impedem a sociedade de ser representada por outras formas de expressão. “A comunicação no Brasil é monopolizada, pela chamada comunicação hegemônica, que produz conteúdos com a mesma visão de mundo, com os mesmo objetivos e uma cultura que não representa a sociedade de forma geral. Isso dificulta e cria obstáculos ao surgimento de novas vozes, de múltiplas vozes brasileiras, o que quer dizer que barra o direito a comunicação verdadeira, de diversidade brasileira. Temos hoje uma legislação defasada, com um código dos anos 1960” acrescentou.
Nesta sexta-feira, diversos parlamentares da Frente participarão de um debate em São Paulo, onde o tema será o papel da mídia na atualidade, além do novo marco regulatório das comunicações. Ao final das discussões o deputado Emiliano José vai lançar livro de sua autoria “Jornalismo de campanha e a Constituição de 88”. O debate ocorrerá às 19h, no Auditório do Sindicato dos Bancários, na rua São Bento, 413. (Janary Damacena )

paulo vale  Líder do PT repudia declarações de Bolsonaro


O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (PT/SP), distribuiu hoje nota em que repudia as declarações preconceituosas contra negros e homossexuais proferidas pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) a uma emissora de televisão. O líder defende a adoção de todas as providências legais e regimentais pertinentes ao caso. “O deputado Bolsonaro é reincidente em suas atitudes preconceituosas e autoritárias, incompatíveis com uma sociedade democrática, plural e multirracial”, disse.
 
Leia a íntegra da nota:

Em nome da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, reitero o repúdio às declarações preconceituosas do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) que foram transmitidas nesta semana por um programa de televisão. Unimos-nos às diferentes iniciativas, muitas tomadas por parlamentares do PT no âmbito da Corregedoria e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, para que sejam adotadas todas providências legais e regimentais pertinentes. O deputado Bolsonaro é reincidente em suas atitudes preconceituosas e autoritárias, incompatíveis com uma sociedade democrática, plural e multirracial.

Suas declarações demonstram total desrespeito à condição de representante de todos os cidadãos e cidadãs brasileiras e, em especial, do povo de Rio de Janeiro, já que em seu dia a dia faz comentários jocosos e estereotipados a respeito das mulheres, negros, homossexuais e militantes dos direitos humanos e pela democracia em geral.
 
Sua conduta é deplorável. A Constituição Federal consagra, como direito fundamental, a igualdade entre homens e mulheres, prevendo, inclusive, punição para práticas discriminatórias que atentem contra os direitos e liberdade fundamentais. O artigo 1º, da Constituição Federal fundamenta-se, entre outros valores, na cidadania e na dignidade da pessoa humana e no pluralismo político. Suas declarações ferem, portanto, a Constituição e as normas de convivência democrática.
Paulo Teixeira, Líder do PT na Câmara