quinta-feira, 21 de julho de 2011

Bairro Santo Antônio na saída para Arenópolis/Barra do Garças terá um residencial

GEDC2667
Aconteceu na tarde de quarta-feira, 20 no plenário da Câmara Municipal de Iporá, solenidade de lançamento de um residencial que leva o nome do ex-prefeito Sebastião Pereira Coutinho. Serão investidos R$ 1.600.000,00 (Um milhão e seiscentos mil reais) financiados pela Caixa Econômica Federal
Serão 30 casas de alvenarias com piso de cerâmica e banheiro revestidos de cerâmica. É uma parceria do Governo Federal Programa Minha Casa Minha Vida, Prefeitura de Iporá, que fez a doação dos lotes e ainda da Caixa Econômica Federal que financia parte das construções. O programa visa beneficiar funcionários públicos municipais com construção de casas.
O subsidio do programa “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal, varia de acordo co a renda salarial do funcionário beneficiado, indo até R$ 9.000,00 (nove mil Reais) por beneficiado.
A primeira Etapa do Residencial Sebastião Pereira Coutinho será composta por 26 casas de 03 quartos, com 50,82 metros e área construída de 70 metros; e 04 casas de 02 Quartos com 41,14 metros² de construção.
CHARGE DO BESSINHA 
                                                           Seixas

PSD de Kassab pode gorar?

Altamiro Borges, Blog do Miro
“Depois de infernizar os demos, subtraindo do partido vários parlamentares e integrantes de executivos estaduais, o PSD do prefeito Gilberto Kassab também come o pão que o diabo amassou. Para disputar as eleições municipais de 2012, a nova legenda precisa enviar 490,3 mil fichas de adesões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 7 de outubro.
“Guerra jurídica”
Até o início desta semana, somente 238 mil fichas tinham sido registradas pelos cartórios do país – menos da metade da exigência legal. O ex-deputado Saulo Queiroz, um dos chefões da nova sigla, tenta minimizar as dificuldades. Ele garante que até final julho o partido conseguirá atingir o piso mínimo de assinaturas válidas.

De acordo com a Receita Federal do Brasil (RFB), o País havia registrado, nessa segunda-feira (18), 1.354.324 empreendedores individuais formalizados. A meta do governo federal é ampliar esse número para 1,5 milhão até o final do ano.
Investir na capacitação desses trabalhadores e garantir a sustentabilidade desses empreendimentos tem sido também uma das preocupações dos parceiros do programa. Segundo Jaqueline Almeida, gerente de atendimento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), nas capacitações que têm sido desenvolvidas para este público, “percebemos que, neste momento, a grande busca do empreendedor individual está voltada para a gestão financeira e planejamento”, detalha.
“Ele quer aprender como faz para comprar melhor, para vender melhor, por isso temos trabalhado com soluções de gestão que atendam tanto ao comerciante de roupas quanto ao cabeleireiro, atividades econômicas que estão no topo dos empreendimentos individuais”, afirmou.
De acordo com ela, a entidade tem buscado soluções específicas para determinadas categorias, já que existe uma lista com 467 ocupações que se enquadram no perfil do empreendedor individual.
O trabalhador que atua por conta própria e tem faturamento anual de até R$ 36 mil pode se cadastrar no Portal do Empreendedor. O empreendedor cadastrado passa a contar com a proteção da Previdência Social e com uma série de vantagens como acesso a crédito com taxas diferenciadas, participação em consórcios de licitações nos governos estadual, municipal e federal.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CHARGE DO BESSINHA

Dilma quer parcerias com governadores e prefeitos independentemente dos partidos

Dilma quer parcerias com governadores e prefeitos independentemente dos partidosPresidenta afirma que a disputa política deve ser feita fora do poder executivo
Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual
Dilma diz que programa Brasil sem Miséria é um dos exemplos da política sem exclusões que ela defende (Foto: Roberto Stuckert/Presidência)           
São Paulo – Sem fazer distinção de partido político, a presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (19) que deseja “estabelecer parcerias – com prefeitos e governadores – que beneficiem a sociedade”, e que essa relação deve ser “republicana e solidária”. A declaração foi feita na coluna Conversa com a Presidenta, publicada semanalmente em jornais.
Alimentos como negócio?
Image Leonardo Boff

O aquecimento global, notado nos últimos decênios, cujo causador principal é o processo industrialista, provocou o aumento dos eventos climáticos extremos em todo o mundo. Agricultores que costumavam enfrentar duas perdas de colheitas a cada década agora sofrem inundações, secas ou grandes pragas a cada dois ou três anos, afirma Jim Harkness, especialista norte-americano na área. Em 2010, e no início de 2011, alguns dos grandes produtores mundiais de alimentos como a Argentina, a Austrália, a China, o Paquistão e a Rússia viveram eventos climáticos que afetaram fortemente as colheitas atingindo os países que importavam alimentos deles.

O que está alarmando o mundo, entretanto, é a alta crescente do preço dos alimentos e com previsões do aumento da fome no mundo. Depois da crise econômico-financeira de 2008, o número de famintos passou de 860 milhões para 1,2 bilhões. Este aumento não se deve apenas à referida crise. É o resultado perverso também de uma politica econômica. O alimento se transformou em ocasião de lucro e o processo agroalimentar num negócio rentoso. Entrou no mercado.

Mudou-se a visão básica que predominava até o advento da industrialização moderna, visão de que a Terra era vista como a Grande Mãe. Entre a Terra e o ser humano vigoravam relações de respeito e de mútua colaboração. O processo de produção industrialista considera a Terra apenas como baú de recursos a serem explorados até à exaustão.

A agricultura mais que uma arte e uma técnica de produção de meios de vida se transformou numa empresa para lucrar. Mediante a mecanização e a alta tecnologia pode-se produzir muito com menos terras. A “revolução verde”, introduzida a partir dos anos 70 do século XX e difundida em todo mundo, quimicalizou quase toda a produção. Os efeitos são perceptíveis agora: empobrecimento dos solos, devastadora erosão, desfloretamento e perda de milhares de variedades naturais de sementes que são reservas face a crises futuras.

A criação de animais modificou-se profundamente devido aos estimulantes de crescimento, práticas intensivas, vacinas, antibióticos, inseminação artificial e clonagem.

Os agricultores clássicos foram substituídos pelos empresários do campo. Todo este quadro foi agravado pela acelerada urbanização do mundo e o consequente esvaziamento dos campos. A cidade coloca uma demanda por alimentos que ela não produz e que depende do campo. Em termos globais, 70% da comida é produzida em terras de menos de dois hectares, coordenadas, em grande parte por mulheres.

Vigora uma verdadeira guerra comercial por alimentos. Os países ricos subsidiam safras inteiras ou a produção de carnes para colocá-las a melhor preço no mercado mundial, prejudicando os países pobres, cuja principal riqueza consiste na produção e exportação de produtos agrícolas e carnes. Muitas vezes, para se viabilizarem economicamente, se obrigam a exportar grãos e cereais que vão alimentar o gado dos países industrializados quando poderiam, no mercado interno, servir de alimento para suas populações.

Está em curso um processo inédito: vastas extensões de terras agricultáveis, especialmente na Africa e na América Latina, estão sendo compradas por grandes investidores estrangeiros com o propósito de produzir alimentos e carnes visando o lucro mediante a exportação, pouco se importando com a fome das multidões, quando não são convertidas em matérias primas industriais e biocombustíveis.

No afã de garantir lucros, há uma tendência mundial, no quadro do modo de produção capitalista, de privatizar os bens comuns como água, solos e especialmente sementes. Menos de uma dezena de empresas transnacionais controla o mercado de sementes em todo o mundo. Introduziram as sementes transgênicas que não se reproduzem nas safras e que precisam ser, cada vez, compradas com altos lucros para as empresas. A compra das sementes constitui parte de um pacote maior que inclui a tecnologia, os pesticidas, o maquinário e o financiamento bancário, atrelando os produtores aos interesses agroalimentares das empresas transnacionais. O mais perverso é a introdução do termidor que mata a capacidade reprodutiva de cada semente, obrigando os agricultores à compra de sementes.

Os alimentos e as sementes são vida. Como tal, jamais poderiam se transformar em mercadoria e entrar na lógica especulativa do mercado. A vida não está à venda.

No fundo, o que interessa mesmo é garantir ganhos para os negócios e menos alimentar pessoas. Se não houver uma inversão na ordem das coisas, isto é: uma economia submetida à política, uma política orientada pela ética e uma ética inspirada por uma sensibilidade humanitária mínima, não haverá solução para a fome e a subnutrição mundial. Continuaremos na barbárie que estigmatiza o atual processo de globalização. Gritos caninos de milhões de famintos sobem continuamente aos céus sem que respostas eficazes lhes venham de algum lugar e façam calar este clamor.

É a hora da compaixão humanitária traduzida em politicas globais de combate sistemático à fome. É o que a nossa Presidente Dilma Rousseff propos como primeira tarefa de sua política. O mesmo fez José Graziano, eleito recentemente presidente da FAO e que foi o primeiro organizador do programa Fome Zero do governo Lula.

A fome representa um problema ético, denunciado por Gandhi: “a fome é um insulto, ela avilta, desumaniza e destrói o corpo e o espírito; é a forma mais assassina que existe”. Superar este quadro hostil à vida das grandes maiorias da humanidade faminta e sofredora é um dos maiores desafios humanitários e políticos atuais.


Leonardo Boff é teólogo.