terça-feira, 2 de agosto de 2011

Nos dias 12,13 e 14 acontece em Iporá a Festa Cultural da Vila Itajubá
A comissão organizadora composta por componentes da OCA, Ceconj; ACAF; Meios de comunicação; Secretaria Municipal de Educação; Secretaria Municipal de Saúde; Universidade Estadual de Goiás; IF Goiano; Prefeitura de Iporá; Câmara de Vereadores e Associação de moradores está trabalhando para realizar nos dias 12, 13 e 14 a Festa Cultural da Vila Itajubá.
A festa, com temática voltada para meio-ambiente e cultura, possui como objetivo valorizar as diversas formas de manifestação cultural de Iporá, promovendo o intercâmbio entre vários atores culturais; propiciando espaço para manifestações culturais; articulando vários segmentos da sociedade para fortalecimento da cultura e comercializar produtos e comidas típicas.
Haverá ainda, a participação de artistas locais, tais como, folia e catira; exposições e vendas de artesanatos; bebidas e comidas típicas; reflexões sobre a questão ambiental; quadrilha; shows; oficinas e apresentações culturais. (João Batista da Silva Oliveira)
Deputada Benedita da Silva (PT-RJ)
Deputada Benedita da Silva (PT-RJ)
(Foto Ricardo Weg / PT)

A geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico são as marcas do novo programa do governo Dilma, o Brasil Maior. A avaliação é da deputada federal e ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT). “O nosso governo teve uma grande sacada, chamar a responsabilidade do setor industrial, e dizer que nós temos competência na geração de empregos, na fabricação de equipamentos que são importantes, que vão desde a ciência e a tecnologia, e passa pela educação, pela saúde”.
Benedita também destaca o fato do governo valorizar o ensino técnico, que agrega tanto para a indústria quanto para o trabalhador. “Esse foi um grande momento também para os trabalhadores, pelas novas oportunidades que surgirão certamente, nesse compromisso assumido pela indústria, de estar participando também de todo esse programa dos bolsistas, para que haja cada vez mais qualificação na produção brasileira”.

PT e PMDB avaliam que Lula será candidato em 2014

Algumas das principais lideranças do PT e do PMDB, os dois sócios majoritários da aliança governista, avaliam que Lula tentará voltar à Presidência em 2014, segundo o colunista Josias de Souza, do jornal Folha de S. Paulo. Cinco políticos de expressão foram ouvidos –três pemedebês e dois petês.
Manifestaram em privado opiniões que não ousam verbalizar em público. Ressalvadas sibilinas diferenças quanto à enfase, todos enxergam em Lula um candidato. Apenas um dos entrevistados, integrante da direção do PT federal, condicionou a re-re-recandidatura de Lula ao desempenho de Dilma. Os demais disseram crer que o patrono de Dilma irá às urnas em qualquer cenário. Escoraram a aposta na movimentação de Lula.

Dilma Rousseff se irrita com Fifa por privilégios concedidos à Globo

Parabéns para Presidenta Dilma Rousseff que não aceitou as marmotas de Ricardo Teixeira para beneficiar a Rede Corrupta Globo de Televisão.
A organização do evento não permitiu que outras emissoras cobrissem o sorteio das eliminatórias para a Copa de 2014.
A decisão da Fifa de não liberar credenciais para jornalistas irritou a presidente Dilma Rousseff. O Comitê Organizador Local (COL) informou que a proibição do acesso de parte da imprensa à cobertura diária no Palácio do Planalto tem a ver com o contrato de exclusividade com a Rede Globo. As informações são do Blog do Perrone.

Código Florestal e reforma política estarão em foco no segundo semestre

Os 81 senadores iniciarão o segundo semestre com a tarefa de discutir pelo menos cinco grandes temas: o projeto de reforma do Código Florestal (PLC 30/11), a consolidação da proposta de reforma política, a mudança na tramitação das medidas provisórias no Congresso, a regulamentação do mercado de TV por assinatura e a reforma administrativa da Casa.
Código Florestal
Recebido pelo Senado após intenso debate na Câmara, o Código Florestal está em análise nas comissões de Constituição, Justiça Cidadania (CCJ) e Meio Ambiente (CMA) e Agricultura (CRA). Além disso, foi apresentado requerimento à Mesa para que também passe pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), mas ainda não houve decisão.
A definição do texto do novo Código tem mobilizado produtores rurais e ambientalistas. Os pontos mais importantes do debate, segundo o relator da matéria na CMA, senador Jorge Viana (PT-AC), são as Áreas de Preservação Permanente (APP) e as de reserva legal.
Governo lança Plano Brasil Maior
Publicado em 02-Ago-2011

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Da esquerda para direita: Guido Mantega, Marco Maia, Michel Temer, Dilma Rousseff, José Sarney, Gleisi Hoffmann e Fernando Pimentel
 Para fomentar uma maior competitividade na indústria no país e, ao mesmo tempo, defendê-la da agressividade do setor manufatureiro de muitos países – ávidos por novos mercados - e da guerra cambial que se trava internacionalmente, o governo apresentou hoje o seu Plano Brasil Melhor.
Lançado pessoalmente pela presidenta Dilma Rousseff, o plano abrange uma série de medidas que dá forma à nova política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior do governo. "O Brasil tem condições de enfrentar essa crise, mas não pode se declarar imune a seus efeitos”, afirmou a chefe de governo. O pacote é amplo: abrange uma renúncia fiscal estima em R$ 25 bi em dois anos.
Entre as medidas anunciadas, está a redução a zero da alíquota de 20% para o INSS nos setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional, assim como nos setores de uso intensivos de mão-de-obra: confecções, calçados, móveis e softwares.



Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR.
Ainda o fundamentalismo
ImageLeonardo Boff

O ato terrorista perpetrado na Noruega de forma calculada por um extremista norueguês de 32 anos, trouxe novamente à baila a questão do fundamentalismo. Os governos ocidentais e a mídia induziram a opinião pública mundial a associar o fundamentalismo e o terrorismo quase que exclusivamente a setores radicais do Islamismo. Barack Obama dos USA e David Cameron do Reino Unido se apressaram em solidarizar-se com governo da Noruega e reforçaram a idéia de dar batalha mortal ao terrorismo, no pressuposto de que seria um ato da Al Qaeda. Preconceito. Desta vez era um nativo, branco, de olhos azuis, com nível superior e cristão, embora o The New York Times o apresente “sem qualidades e fácil de se esquecer”.

Além de rejeitar decididamente o terrorismo e o fundamentalismo devemos procurar entender o porquê deste fenômeno. Já abordei algumas vezes nesta coluna tal tema, que resultou num livro “Fundamentalismo,Terrorismo, Religião e Paz: desafio do século XXI”(Vozes 2009). Aí refiro, entre outras causas, o tipo de globalização que predominou desde o seu início, uma globalização fundamentalmente da economia, dos mercados e das finanças. Edgar Morin a chama de “idade de ferro da globalização”. Não se seguiu, como a realidade pedia, uma globalização política (uma governança global dos povos), uma globalização ética e educacional. Explico-me: com a globalização inauguramos uma fase nova da história do Planeta vivo e da própria humanidade. Estamos deixando para trás os limites restritos das culturas regionais com suas identidades e a figura do estado-nação para entrarmos cada vez mais no processo de uma história coletiva, da espécie humana, com um destino comum, ligado ao destino da vida e, de certa forma, da própria Terra. Os povos se puseram em movimento, as comunicações colocaram todos em contacto com todos e multidões, por distintas razões, começar a circular pelo mundo.

Esta transição não foi preparada, pois o que vigorava era o confronto entre duas formas de organizar a sociedade: o socialismo estatal da União Soviética e o capitalismo liberal do Ocidente. Todos deviam alinhar-se a uma destas alternativas. Com o desmonte da União Soviética, não surgiu um mundo multipolar, mas o predomínio dos EUA como a maior potência econômico-militar que começou a exercer um poder imperial, fazendo que todos se alinhassem a seus interesses globais. Mais que globalização em sentido amplo, ocorreu uma espécie de ocidentalização mundo. Ela funcionou como um rolo compressor, passando por cima de respeitáveis tradições culturais. Isso foi agravado pela típica arrogância do Ocidente de se sentir portador da melhor cultura, da melhor ciência, da melhor religião, da melhor forma de produzir e de governar.

Essa uniformização global gerou forte resistência, amargura e raiva em muitos povos. Assistiam a erosão de sua identidade e de seus costumes. Em situações assim surgem, normalmente, forças identitárias que se aliam a setores conservadores das religiões, guardiães naturais das tradições. Daí, se origina o fundamentalismo que se caracteriza por conferir valor absoluto ao seu ponto de vista. Quem afirma de forma absoluta sua identidade, está condenado a ser intolerante para com os diferentes, a desprezá-los e, no limite, a eliminá-los.

Este fenômeno é recorrente em todo o mundo. No Ocidente, grupos significativos de viés conservador se sentem ameaçados em sua identidade pela penetração de culturas não-européias, especialmente do Islamismo. Rejeitam o multiculturalismo e cultivam a xenofobia. O terrorista norueguês estava convencido de que a luta democrática contra a ameaça de estrangeiros na Europa estava perdida. Partiu então para uma solução desesperada: colocar um gesto simbólico de eliminação de “traidores” multiculturalistas.

A resposta do Governo e do povo norueguês foi sábia: responderam com flores e com a afirmação de mais democracia, vale dizer, mais convivência com as diferenças, mais tolerância, mais hospitalidade e mais solidariedade. Esse é o caminho que garante uma globalização humana, na qual será mais difícil a repetição de semelhantes tragédias.

Leonardo Boff é teólogo e autor de “Virtudes de um outro mundo possivel” 3 tomos, Vozes 2008-2009.