quinta-feira, 19 de julho de 2012

José Serra manda militantes pago pelo PSDB protestarem contra Haddad 

 Jussara Seixas

 
Durante uma caminhada no centro, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, foi abordado por quatro manifestantes que, com cartazes, protestavam contra a greve nas universidades federais.Eles cercaram Haddad e cobraram intervenção do ex-ministro da Educação na negociação do governo com os grevistas, parados há 60 dias.

O protesto relâmpago foi filmado pelo grupo,-- e provavelmente será usado no horario eleitoral do Serra-- que, após o encontro, enrolou os cartazes e não continuou seguindo Haddad na caminhada.

Carregando um cartaz com o texto "Como vou pensar novo sem educação?" (alusão ao slogan "Pense novo" do PT), um dos manifestantes foi identificado como militante do PSDB. Trata-se de Marcos Saraiva, 20, "conselheiro político da juventude estadual do PSDB", segundo sua própria definição no Facebook.No Twitter, ele se apresenta como "deputado federal jovem pelo PSDB-SP".

Outro manifestante é Victor Ferreira, secretário da juventude do PSDB. Contatado por telefone após o evento, chegou a dizer que não estava no ato e desligou.

Haddad interagiu com o grupo. "Quando eu estava lá [no ministério] não teve greve, companheiro", disse. "Em quanto tempo o senhor resolve? Em quanto tempo o senhor resolve?", repetiu Ferreira, sem deixar Haddad responder. "Em quanto tempo a gente pode voltar a estudar?"

Após a saída do petista, Ferreira disse aos jornalistas que Haddad "quer ganhar a eleição, mas não consegue resolver um problema com professor, não consegue fazer um Enem". Ele não quis dizer qual é seu candidato. "Não vou declarar voto porque não sou líder de nada", disse.

Ao perceber que o grupo já havia ido embora, Haddad chegou a brincar: "Cadê os meninos? Vieram só para a foto?" Depois, adotou tom diplomático: "Até respeito o pedido de ajuda, mas é difícil seis meses depois de ter deixado o governo."

Ele minimizou a possibilidade de o protesto ter sido produzido por adversários eleitorais. "Não importa. É uma questão que todo mundo quer ver resolvida."
http://fernandohaddad13.blogspot.com.br/
IBGE: Emprego formal na construção civil cresceu 95,2% desde 2003

O mercado de trabalho na construção civil viveu um boom de formalização nos últimos nove anos. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 95,2% desde 2003.


A média geral de variação da população ocupada com carteira foi quase a metade no mesmo período, ficando em 48,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A falta de mão de obra no setor fez com que empresas tomassem iniciativas para reter seus funcionários. Os trabalhadores, cientes de sua valorização, passaram a exigir benefícios maiores.
Na indústria, o número de empregos formais cresceu 28,5% entre 2003 e 2011; e no comércio, 47%. Desde 2003, a população ocupada cresceu apenas 21,3%, chegando a 23 milhões em maio deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
De acordo com o IBGE, 1,7 milhão de pessoas trabalham na construção civil nas seis regiões metropolitanas englobadas pela PME. Foram criadas cerca de 325 mil vagas no setor desde 2003 — preenchidas em sua totalidade pelos novos 337 mil trabalhadores formalizados.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O "Jornal Nacional" de hoje entrou para a história do Brasil, o esforço para enrolar o telespectador sobre os roubos do Marconi Perillo, do PSDB, chegou a uma sandice total. A apresentadora Patrícia Poeta nessa sua nova fase de cara feia indignada é digna de uma grande atriz, talvez ela possa fazer uma ponta na novela Gabriela ou na novela Avenida Brasil. Vou dormir para recuperar forças e aguentar mais um dia de imprensa brasileira. É um esforço hérculeo!

PSDB ataca PT e PF para defender Perillo

O governador de Goiás, Marconi Perillo, ganhou nesta terça o afago público da direção de seu partido, que havia mantido silêncio diante das últimas notícias que apontavam para o suposto envolvimento dele com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Os líderes nacionais tucanos se reuniram para dizer que "tem total confiança na conduta de Marconi".

Para justificar as sucessivas denúncias de corrupção e envolvimento do governador com Carlinhos o Cachoeira, o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE) repetiu, durante o que chamou de "ato de solidariedade", o mantra de "ação orquestrada". Da "ação" fariam parte a presidente Dilma Rousseff, parcela da Polícia Federal - ambos selecionando as informações que chegam à CPI do Cachoeira - e também "a internet", a CUT e a UNE, com a ajuda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro José Dirceu. Unidos, formariam uma cortina de fumaça para proteger os réus do mensalão: "Jogam o holofote sobre Marconi para apagar o resto do Brasil", bradou Guerra.
O discurso de defesa foi referendado pelo líder tucano no Senado, Alvaro Dias (PR), que se disse favorável à investigação de Perillo, mas não à reconvocação para a CPI, na qual seriam feitas "repetições desnecessárias".

A decisão do partido de sair em defesa de Perillo - mesmo dizendo que se tratava de uma "defesa da democracia, e não do governador, que já é grandinho para se defender sozinho" - foi costurada na segunda-feira, data em que Perillo enviou seus representes de Goiás para Brasília.
 O governador de Goiás, Marconi Perillo, deixou seu partido, o PSDB, numa saia-justa. E agora? Ele será expulso da legenda ou não, depois das revelações das investigações da Polícia Federal sobre seu envolvimento com Carlinhos Cachoeira e a construtora Delta?
Nessa segunda-feira, o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que não se oporá à reconvocação de Perillo para depor na CPI mista do Cachoeira.
Mas mesmo assim, Álvaro Dias não deixou de manifestar o velho esquema corporativista de proteção a correligionários.
"Nada contra a convocação. Não seremos obstáculo à convocação. Mas a pergunta é: convocar para quê? Para repetir as mesmas perguntas e ouvir as mesmas respostas?", indagou Álvaro Dias.
Até porque, segundo lembrou Dias, o relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), e o presidente da comissão, senador Vital do Rego (PMDB-PB), já disseram que há "elementos" para indiciar Marconi Perillo.
Na primeira em vez em que esteve na CPI, Marconi Perillo negou envolvimento com o "empresário" Carlinhos Cachoeira.
Mas relatório da Polícia Federal mostra indícios de que a Delta, construtora considerada braço empresarial do esquema de corrupção do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pagou propina a Perillo em troca do pagamento de faturas sem atraso, por serviços prestados ao governo estadual.
Pelo menos um ponto, senador Álvaro Dias está correto: "Nós não podemos deixar o tempo passar e não chegarmos àquilo que é essencial: o superfaturamento de obras, pagamento de propina, tráfico de influência, desvio de bilhões de reais dos cofres da União".
Isso o PT luta bravamente para não acontecer. Quer restringir o caso ao governador goiano, o que não ameniza em nada a roubalheira patrocinada por Perillo, segundo a Polícia Federal.
A história foi revelada pela revista Época desta semana, que faz parte do que os petistas chamam de PIG (Partido da Imprensa Golpista) --- um movimento para derrubar o governo do PT

Grampo: Cachoeira pagava contas de secretários de Marconi Perillo

Governador de Goiás deve ser reconvocado para falar na CPI---

  Marconi Perillo: seus secretários teriam ligação forte com Cachoeira, segundo telefonema grampeado pela Polícia Federal  Foto: O Globo / Ailton de Freitas
--Marconi Perillo: seus secretários teriam ligação forte com Cachoeira, segundo telefonema grampeado pela Polícia FederalO Globo / Ailton de Freitas
BRASÍLIA - Interceptações telefônicas da Polícia Federal, gravadas com autorização judicial e às quais O GLOBO teve acesso, sugerem que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pagava contas de secretários do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e, para isso, valia-se da construtora Delta. Para membros da CPI do Cachoeira, os diálogos demonstram que várias áreas do governo do tucano estavam comprometidas com o grupo de contraventor. Os deputados e senadores da comissão já defendem a reconvocação de Perillo para falar da liberação de recursos para a Delta em troca da compra de sua casa.

---Em 27 de abril do ano passado, irritado com o fato de encontrar dificuldades para emplacar algumas indicações no governo de Perillo, Cachoeira irrita-se com Wladmir Garcez, apontado pela Polícia Federal como o braço político do esquema, e critica Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu a vaga de senador que se abriu com a cassação de Demóstenes Torres e que era, até a semana passada, secretário de Infraestrutura do governo. O telefonema foi gravado às 19h e durou 41 segundos.
— Eu não consigo pôr no Detran, o Wilder foi lá e emplacou. O Wilder não dá um centavo pra ninguém. Imagina só: o Wilder vai lá para o Palácio, consegue convencer o Marconi a colocar o cara e você tá lá todo dia e não fala nada. Você tá com o secretariado todo dia, todo dia você traz conta pra mim, levo pro Cláudio, e não consegue emplacar ninguém. Entendeu? — reclamou Cachoeira, fazendo referência a Cláudio Abreu, da Delta Construções.
— Escutei, chefe — admite Wladmir, encabulado.
Às 19h22m, Cachoeira volta a dizer que paga as contas dos secretários:
— Ô, Wladmir, eu tô fazendo a coisa. Esquece esse negócio de viagem, meu. Eu tô puto, porque vai enchendo o saco, vai caindo a gota, sabe, aí um bobão tá lá no trem lá, ele tá lá. O Edivaldo (Cardoso, presidente do Detran de Goiás) fala que não tem isso, não tem aquilo, que acabou com a CLT, que não sei o que que tem, que não vai fazer isso, não vai fazer aquilo, e o cara tá lá. Tá sendo empossado na nossa cara, rapaz. E nós aqui, ó. Você todo dia traz uma conta diferente pra mim. Todos os dias. Um cargo que a gente tinha, todo dia, esse bosta deste cara, esse malandro desse Rincón, todo dia você tá com ele, rapaz, nós tínhamos uma gerência, nós tínhamos uma diretoria forte. Não temos mais nada. Não temos uma pessoa nossa lá — irrita-se o bicheiro.
Rincón é Jayme Rincón, presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).
Para Miro, conversa atesta intimidade
Na semana passada, O GLOBO noticiou que Cachoeira estava irritado com Wilder Morais, que assumiu a vaga de Demóstenes Torres no Senado. Em conversas com Garcez, o bicheiro xinga Morais e observa que ele não colocou qualquer centavo na campanha de Marconi ao governo, dando a entender que ele, Cachoeira, havia contribuído e não estava tendo o retorno esperado.
Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), o teor do diálogo no qual o contraventor fala do secretariado demonstra que há uma intimidade entre os auxiliares de Marconi e Cachoeira.
— Parece que ele fala genericamente, mas dá para perceber que há um grande número de secretários que têm intimidade com ele para resolver problemas — declarou.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) vê uma ligação forte entre membros do governo de Perillo com Cachoeira.
—Tudo faz sentido. Várias áreas do governo estavam comprometidas com Cachoeira e com a Delta.
Procurada pelo GLOBO, a assessoria do governador de Goiás não se pronunciou até o fechamento desta edição.

O Globo
Brasil será única grande economia a retomar crescimento, diz OCDE
Povo brasileiro cresce econômica e socialmente (Foto Kátia Nascimento PMJ)

Relatório divulgado nesta semana pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que o Brasil será a única grande economia que apresentará retomada do crescimento nos próximos meses.


De acordo com a OCDE, o Brasil será exceção em um cenário global de queda da atividade econômica. Índia e China, segundo a OCDE, passarão por um processo mais acentuado de desaceleração econômica. Entre os países desenvolvidos, os da União Europeia, de acordo com o relatório, apresentaram maior sinal de fragilidade em relação à crise econômica e à retomada do crescimento.
O relatório aponta ainda que Japão, Estados Unidos e Rússia, apesar de apresentarem perspectiva positiva acima da média geral dos países da OCDE, continuam mostrando um esgotamento da dinâmica de crescimento econômico. A OCDE é formada por 34 países, a maior parte deles desenvolvidos, e tem o objetivo de promover políticas que melhorem o desenvolvimento econômico ao redor do mundo. O Brasil não integra a organização.
(Blog do Planalto)